segunda-feira, 8 de junho de 2009

regras da cavalaria.

certa vez quisera eu acordar. desisti. quixote sou, quixote morrerei.

Talvez seja uma espécie de complexo de Peter Pan que me impede de crescer. Talvez eu tenha um bunker interior, no qual minha pequena criança interior permanece a salvo da crueza radioativa da vida. Talvez, talvez. Talvez eu seja louco (mas louco é quem me diz que não é feliz). Quantas pessoas - além da Cameron Diaz em O Amor Não Tira Férias - você conhece que têm um narrador particular? Devo ser sortudo por isso. Ou não.
Gosto de pensar que faço para me refugiar. Gosto de pensar nisso. Fugir para mundos fantásticos dentro da minha própria cabeça ou em uma cheirosa folha de papel. Fugir para pessoas. Uma pessoa, para falar a verdade.
Mas, é mais que uma fuga. Não sei bem explicar.
Tenho uma personalidade fragmentada. E tenho medo de que ela desmorone.
Eu tenho quase 17 anos e sou viciado no Homem-Aranha.
Eu sou um adolescente brasileiro, baiano, soteropolitano, heterossexual e do sexo masculino. Ainda assim eu acredito no amor eterno.

Ainda sou Dom Quixote.
Pois cavaleiro sou.
E cavaleiro morrerei.

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