quarta-feira, 29 de abril de 2009

diferentes olhares.

como eu disse, tudo aqui tem prazo de validade. ou não.

or if anybody feels the way I feel... (8)

palavras palavras palavras, não sei como colocá-las aqui. Acho que esse é o post mais esquizofrênico de bolso daqui, e ninguém, nem mesmo eu, vai entender o que está aqui escrito.
Na verdade não tem nada escrito aqui.
Não sei o que escrever.
Só queria desabafar algo que nem mesmo sei o que é.
Eu ri muito quando uma amiga minha disse que eu tenho pais extremamente amorosos. E tenho dito.

terça-feira, 28 de abril de 2009

dois versos sem rima.

caminhar em dias nublados
é melhor do que prozac.

alienígenas alienados.

Queria saber qual é o sentido dessa mentalidade provinciana que domina boa parte da população desta cidade, deste estado, deste país. Me revolta a inércia das pessoas. E os jovens, então? Logo eles, que um dia foram um fundamental instrumento de mudança político-social de nossa nação, hoje são, em sua maioria, uns babacas acomodados e alienados.
Eles têm mente pequena, sabe? Visão de mundo limitada. Analfabetos políticos e funcionais, não sabem enxergar o universo à sua volta nem interpretar um texto qualquer. Nem ao menos escrever de maneira inteligível eles conseguem. E o pior é que eles optam por se alienar. Eles têm todas as condições para terem acesso a tudo o que quiserem e preferem desperdiçar essa oportunidade com a) festas b) álcool c) correntes de prata, bonés e blusas de marca e qualquer outra coisa que apresente um logotipo comercial enorme - como se querendo dizer "eu posso comprar algo desse preço. e você?".
Me revolto. Isso aqui não é um texto coerente. Meus argumentos estão encobertos pela névoa de irritação que sinto ao pensar no assunto. Eles são riquinhos e populares. Eles são acomodados e não fazem nada além de pensar em si mesmos e em como irão chamar mais atenção ainda.
E o nosso planeta? É nessa hora que eu paro e rio de desgosto.
Nossa geração é a mais acomodada da história. Somos também a que mais tem acesso à informação e à cultura. Estranho, não? Somos os mais privilegiados e jogamos pelo ralo essa imensa oportunidade que temos em nossas mãos. Aliás, esse é nosso grande problema: temos tudo em nossas mãos. As pessoas pensam que não há mais nada pelo que lutar, todas as conquistas já foram feitas. Mas eles estão errados, é claro.
Sempre há pelo que lutar. Nossa sociedade é uma grande e bela merda que mal se sustenta sozinha. As contradições e falhas estão por toda parte, mas os jovens babacas de hoje que logo serão os adultos babacas de amanhã preferem fechar os olhos para tudo isso e continuar tocando suas vidinhas medíocres e banais.
Será que o mundo está ao contrário e ninguém reparou? Eles ainda não perceberam que alguém tem que fazer algo para mudar as coisas senão uma hora a merda vai acabar batendo no ventilador e tudo vai desmoronar?
Tá, esse texto revoltado é um desabafo. Estou montando uma chapa para concorrer a grêmio do colégio, mas as pessoas preferem aquelas chapas que prometem coisas vazias, que não esperam que eles comecem a pensar e trazem bandas de pagode para que eles possam fazer seus incríveis cultos à alienação. Enquanto isso, a minha chapa, que propõe que a juventude burguesa, por eles representada, comece a fazer algo como empregar os recursos que têm disponíveis para tentar mudar o mundo, é encarada com estranheza. Isso me revolta. As pessoas preferem votar pela popularidade de um grêmio que assumidamente não vai fazer nada ao ser eleito, mas gosta do status que representa ser grêmio.
Oh, juventude alienada, quão triste será teu fim? Que névoas encobrem teu cérebro a ponto de agires assim?
Deixo aqui minha indignação perante a mentalidade imbecil e alienada da juventude contemporânea. Nós temos os meios de mudar as coisas, de tornar o mundo um lugar melhor. E o que fazemos?
Nada. Absolutamente nada.
Uma andorinha só não faz verão. E parece que a maioria das andorinhas prefere ficar em seus ninhos a voar para o sul e escapar do Inverno. Pior para elas. Pior para nós.

insônia.

ouço passos no corredor. é o medo a passear alegremente. é a tristeza a espreitar por aí. pior: é minha mãe indo beber coca-cola.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

insônia.

podem esperar: a maioria das postagens aqui escritas são frutos de noites insones.

enlouquecimento não-planejado.

às vezes eu acho que vou enlouquecer de vez. Não que eu seja lá muito normal, mas às vezes isso parece que vai escapar do meu controle. Não consigo dormir, não consigo me focar em um livro para ler (pego 5 ao mesmo tempo e não consigo passar de 2 ou 3 linhas em cada um), não consigo formular pensamentos coerentes. Sou um pseudo-escritor de merda: a melhor definição a mim conferida foi dada exatamente pelo pior dos proto-amigos que um dia acreditei ter. Ele deu uma facada incrivelmente sutil em minhas costas, mas me deu a melhor descrição de mim mesmo: pseudo-escritor de merda. Sabe por quê? Porque eu sou uma criança. Uma criança birrenta e mimada que acha que pode escrever um livro cujo personagem principal é Tânatos, ou A Morte, e quando se depara com o cheiro putrefato de sua mortalha negra e percebe relances do brilho de sua foice não consegue fazer nada além de se encolher em um canto implorando por carinho e atenção. (Adendo: esse post não tem parágrafos. É uma enxurrada de pensamentos que vão me ocorrendo, não dá pra organizá-los. Desculpe.) Meu pé prendeu na porta e eu passei um remédio chamado Reparil. Engraçado que, mesmo em meio a tudo isso, o trocadilho "puta que Reparil" não sai da minha cabeça. Mas hoje não é um bom dia para piadas, todas as que eu faço soam sem-graça. Eu não queria ter perdido a cabeça com ela, eu não queria ter descontado minhas angústias na pessoa que eu mais amo. Me sinto tão culpado, além de tudo. Mudando de pessoa, eu não quero que ela morra. Ela vai morrer, óbvio, todos os velhos morrem um dia - e os novos também -, mas a Morte parece uma coisa muito legal quando não está rondando as proximidades. Eu não quero vê-la, eu não quero que ela esqueça quem eu sou. Eu não quero que ela morra sem se lembrar de mim. Eu quero que ela saiba que eu a amo muito, por incrível que pareça. Mas eu não quero vê-la. Não iria agüentar a lúgubre presença pairando sobre sua cabeça. Não iria agüentar ver a semi-senilidade em seus olhos. Isso rasgaria minha mente como uma lâmina enferrujada. Ela não merece uma morte assim. Ela não merece morrer. Eu sou uma criança mimada que não sabe encarar a morte. E desconta em quem ama. Só queria que entendessem que eu não sou um neto relapso e sim uma criança amedrontada. No fundo é isso o que eu sou: uma criança. Não consigo dormir, mas isso já é normal.
Não queria ter magoado-a. Tudo o que eu queria era meu porto seguro. Minha bóia.
Quero me esconder debaixo da mesa em posição fetal e esperar amanhecer. E eu não estou brincando. Quero ela aqui, para eu poder me desculpar, para que ela possa afagar-me os cabelos e encostar seus lábios úmidos e macios nos meus, para que ela diga que me ama e que tudo vai ficar bem.
No fim, tudo fica bem, não é?
Mas isso não impede as avós de morrerem sem memória.

delírio, dos eternos.

precisava de algum lugar para desabafar meus delírios e essa é toda a descrição que esse blog merece. nada aqui fará sentido 30 minutos após ser postado. 30 minutos, o prazo de validade dos pensamentos tortuosos que terei a audácia de registrar aqui.
essa, é a minha esquizofrenia de bolso.
seja bem-vindo a um mundo sem sentido.